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Qual é a razão oficial da Rússia para invadir a Crimeia?

Qual é a razão oficial da Rússia para invadir a Crimeia?


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Estou tendo problemas para encontrar o motivo oficial da Rússia para invadir a região da Crimeia na Ucrânia. Se não me falha a memória, eles não mudaram o motivo no meio da invasão?


Na época, não foi dada nenhuma razão, pelo simples fato de que a Rússia não estava fazendo isso abertamente. As tropas russas usadas para assumir pontos estratégicos (incluindo o parlamento da Crimeia) na região da Crimeia na Ucrânia não tinham marcas e eram chamadas pelos habitantes locais de "homenzinhos verdes".

A linha oficial russa na época era que os homenzinhos verdes deviam ser habitantes locais e, se suas armas eram russas, eles deviam tê-las roubado. Essa foi a história até depois que um referendo sob o controle militar das tropas russas mostrou que os crimeanos locais amavam a Rússia e queriam se juntar.

O referendo em questão aconteceu em 16 de março e, um mês depois, Putin estava admitindo que as Forças Especiais Russas haviam sido usadas para permitir que esse referendo acontecesse.

Na quinta-feira, quando questionado sobre os soldados amplamente conhecidos como homens verdes, Putin reconheceu que eles eram russos. A presença deles foi necessária, disse ele, para manter a ordem de modo que os crimeanos pudessem decidir seu futuro em um referendo.

“Não queríamos tanques, unidades de combate nacionalistas ou pessoas com opiniões extremas armadas com armas automáticas”, disse ele. “É claro que os soldados russos apoiaram as forças de autodefesa da Crimeia.”


A Rússia não invadiu a Ucrânia por causa da 'fraqueza' dos EUA

Casa branca

Um dos pontos de discussão políticos mais vívidos de Washington em meio às incursões militares da Rússia na Ucrânia é que o presidente russo, Vladimir Putin, realizou tais ações provocativas porque Obama não conseguiu impor sua "linha vermelha" na Síria e começou com um bombardeio campanha no outono passado sinalizou para Putin que ele não enfrentaria consequências.

"Eu realmente acredito que quando Vladimir Putin olha ao redor do mundo - vê o que aconteceu na Síria quando a linha vermelha ficou rosa e o presidente não agiu", disse o senador republicano John McCain à CNN, "acho que ele está encorajado e está agindo."

o Wall Street Journal, da mesma forma, classifique-o como "fraqueza ocidental", argumentando "não é coincidência que Putin tenha se afirmado na Ucrânia não muito depois de Obama ter se retirado de forma humilhante de sua 'linha vermelha' na Síria".

A verdade é que quem realmente acredita que Putin agiu militarmente na Ucrânia porque Obama desistiu de seus planos de bombardear ilegalmente a Síria não sabe nada sobre relações internacionais.

Em primeiro lugar, o paralelo mais imediato à ocupação da Crimeia pela Rússia, a península semiautônoma da Ucrânia, é a ação militar russa de 2008 na Geórgia, outro ex-estado soviético que estava se inclinando muito para o oeste para o conforto de Moscou. Após violentas escaramuças, as forças russas ocuparam as províncias separatistas da Geórgia da Ossétia do Sul e Abkházia.

Isso aconteceu durante o governo George W. Bush, que estava tão disposto a usar a força militar que invadiu o Iraque com pretextos forjados e em violação do direito internacional. Se Moscou estivesse seguindo suas sugestões com base na disposição de Washington de usar a força, certamente teria se contido na Geórgia por medo de retaliação do governo Bush.

Sempre que os Estados Unidos deixam de agir com violência no exterior - uma raridade, lembre-se - você tem políticos e especialistas gritando sobre a "credibilidade" dos Estados Unidos que está em jogo. Se outros países nos virem recuando, pensa, eles não temerão o poder dos EUA de maneira adequada e, portanto, não terão restrições em suas ações.

Na verdade, a literatura de ciência política técnica largamente colocou o argumento da "credibilidade" para descansar. “Há poucas evidências que apóiem ​​a visão de que o histórico dos países em cumprir compromissos determina sua credibilidade”, escrevem dois estudiosos que estudaram o conceito.

“A crença ilusória da capacidade dos Estados Unidos de moldar, alavancar, influenciar, influenciar, dirigir ou controlar eventos estrangeiros é difundida na comunidade de política externa de Washington”, escreve Micah Zenko, membro do Conselho de Relações Exteriores. "Sua implicação direta é que sempre que ou onde quer que as coisas dêem errado em outro lugar da Terra, deve ser culpa da América."

Obama de fato traçou tolamente uma "linha vermelha" para o regime sírio de Bashar al-Assad: se armas químicas fossem usadas em sua guerra civil, ele prometeu, os EUA usariam força militar na Síria.

Mas quando parecia que a linha vermelha havia sido ultrapassada, o presidente se viu preso em uma caixa feita por ele mesmo. Quando o governo começou a se preparar para a guerra, os aliados dos EUA não deram apoio, o povo americano se opôs fortemente e parecia que o Congresso votaria não.

Em outras palavras, se Obama tivesse cumprido sua promessa de bombardear a Síria, a ação não teria legitimidade internacional e nenhum consentimento do Congresso. Na verdade, teria sido um crime de guerra de acordo com o direito internacional, que proíbe o uso da força contra outro Estado sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU ou a menos que previna uma ameaça iminente.

No mínimo, o total desrespeito da América pelo direito internacional permite que outros países poderosos, como a Rússia, se comportem de maneira semelhante.

"As medidas que a Rússia deu são uma violação da soberania da Ucrânia, da integridade territorial da Ucrânia e, diabos, são uma violação da lei internacional", disse o presidente Obama nesta semana.

É importante notar que esse foi exatamente o argumento que Putin usou ao se opor ao plano de Obama de bombardear a Síria. Ele até escreveu um Op-Ed no New York Times alertando que tal ação violaria a soberania síria e o direito internacional.

A Rússia também usou esse argumento quando se opôs à intervenção militar do governo Clinton nos Bálcãs em 1999. A Sérvia, aliada da Rússia, estava reprimindo um movimento separatista em sua província de Kosovo e, sob o pretexto de impedir a "limpeza étnica", os Estados Unidos bombardeou a Sérvia sem autorização da ONU e sem a justificativa de legítima defesa.

E, claro, há a invasão do Iraque pelos EUA, que é um exemplo exemplar da mais clara violação do direito internacional. Ele se encaixa na descrição do que um juiz do Tribunal de Nuremberg chamou de "o crime internacional supremo, diferindo apenas de outros crimes de guerra por conter em si mesmo o mal acumulado do todo".

Se os Estados Unidos desprezam a lei internacional como uma questão de rotina, como podem então se virar e condenar a Rússia por suas próprias ações militares ilegais?


Por que Putin tomou a Crimeia

A tomada da Península da Crimeia da Ucrânia pelo presidente russo Vladimir Putin no início de 2014 foi a decisão mais importante em seus 16 anos no poder. Ao anexar à força o território de um país vizinho, Putin derrubou de um só golpe as premissas em que se apoiava a ordem europeia pós-Guerra Fria.

A questão de por que Putin deu esse passo é de interesse mais do que histórico. Compreender seus motivos para ocupar e anexar a Crimeia é crucial para avaliar se ele fará escolhas semelhantes no futuro - por exemplo, enviar tropas para "libertar" russos étnicos nos estados bálticos - assim como é fundamental para determinar quais medidas o Ocidente pode tomar para impedir tais ações.

Emergiram três interpretações plausíveis do movimento de Putin. O primeiro - chame-o de “Putin como defensor” - é que a operação da Crimeia foi uma resposta à ameaça de uma maior expansão da OTAN ao longo da fronteira ocidental da Rússia. Por essa lógica, Putin tomou a península para evitar duas possibilidades perigosas: primeiro, que o novo governo da Ucrânia pudesse se juntar à OTAN e, segundo, que Kiev pudesse despejar a frota russa do Mar Negro de sua base de longa data em Sebastopol.

Uma segunda interpretação - chame de “Putin como imperialista” - mostra a anexação da Crimeia como parte de um projeto russo para recapturar gradualmente os antigos territórios da União Soviética. Putin nunca aceitou a perda de prestígio russo que se seguiu ao fim da Guerra Fria, sugere esse argumento, e está determinado a restaurá-lo, em parte expandindo as fronteiras da Rússia.

Uma terceira explicação - “Putin como improvisador” - rejeita esses projetos mais amplos e apresenta a anexação como uma resposta concebida às pressas à queda imprevista do presidente ucraniano, Viktor Yanukovych. A ocupação e anexação da Crimeia, nessa visão, foi uma decisão impulsiva na qual Putin tropeçou, em vez de um movimento cuidadoso de um estrategista com ambições geopolíticas.

Nos últimos dois anos, Putin pareceu dar apoio a todas as três interpretações. Ele sugeriu que a adesão da Ucrânia à OTAN teria sido intolerável e também afirmou que a história da Crimeia tornou a região "uma parte inseparável da Rússia", "saqueada" do país após a desintegração da União Soviética. No entanto, Putin também me disse, em uma recepção em Sochi em outubro de 2015, que a operação para tomar a península foi “espontânea” e “de forma alguma” planejada com muita antecedência. (As outras explicações de Putin para a intervenção - que ele ordenou que ela protegesse a população russa da Crimeia dos nacionalistas ucranianos e respeitasse o direito dos crimeanos à autodeterminação - deveriam ser levadas menos a sério, uma vez que a ameaça nacionalista na Crimeia foi amplamente inventada e como Putin havia mostrou pouco interesse na autodeterminação da península durante a maior parte de seus 14 anos anteriores no poder.)

Então, qual foi a anexação - uma reação à expansão da OTAN, um ato de agressão imperial ou uma resposta improvisada a uma crise inesperada? A verdade pode envolver elementos de mais de uma teoria, e alguns dos detalhes permanecem desconhecidos. No entanto, as informações que surgiram nos últimos dois anos e os insights de entrevistas recentes em Moscou sugerem algumas conclusões importantes: a tomada da Crimeia por Putin parece ter sido uma jogada improvisada, desenvolvida sob pressão, que foi desencadeada pelo medo de perder o estrategicamente importante da Rússia. base naval em Sebastopol.

O alargamento da OTAN continua a ser um ponto sensível para os líderes russos, e alguns no Kremlin certamente sonham em restaurar a grandeza perdida da Rússia. No entanto, a maneira caótica como a operação na Crimeia se desenrolou desmente qualquer plano combinado de revanche territorial. Embora possa parecer à primeira vista reconfortante, na verdade representa um desafio formidável para as autoridades ocidentais: em Putin, eles devem enfrentar um líder que está cada vez mais propenso a apostas arriscadas e a obter vantagens táticas de curto prazo com pouca preocupação aparente com o longo prazo estratégia.

NATO NYET!

Considere primeiro a noção de que Putin ordenou a apreensão da Crimeia para evitar o cerco militar da Rússia pela OTAN. É claro que alargar a OTAN sem fazer mais do que tentativas simbólicas de integrar a Rússia ajudou a envenenar as relações entre Moscovo e o Ocidente nas últimas duas décadas, tal como é sabido que os líderes da Rússia estão determinados a impedir a Ucrânia de se tornar membro da OTAN. Mas isso não significa que resistir à expansão da OTAN foi o que motivou Putin neste caso.

O maior problema com a teoria de que Putin tomou a Crimeia para impedir a Ucrânia de ingressar na Otan é que a Ucrânia não estava se encaminhando para a adesão à Otan quando Putin atacou. Em 2010, em grande parte para melhorar as relações com a Rússia, o governo Yanukovych aprovou uma lei proibindo a Ucrânia de participar de qualquer bloco militar. Nos anos seguintes, Kiev decidiu-se pela parceria com a aliança, participando de alguns de seus exercícios militares e contribuindo com um navio para as operações antipirataria da OTAN - um resultado que a Rússia parecia aceitar. Na verdade, quando Putin, justificando a intervenção em março de 2014, afirmou ter "ouvido declarações de Kiev sobre a adesão da Ucrânia em breve à OTAN", ele excluiu um detalhe importante: todas as recentes declarações públicas nesse sentido por políticos ucranianos vieram apenas depois da Rússia tropas já haviam aparecido na Crimeia.

Mesmo que as autoridades ucranianas quisessem se juntar à OTAN após a queda de Yanukovych, a aliança não deixaria o país entrar. Putin já havia vencido essa batalha na cúpula da OTAN em 2008, quando a aliança decidiu não avançar na Ucrânia ou na Geórgia Filiação. Oficiais britânicos, franceses e alemães argumentaram que os dois países permaneciam instáveis ​​demais para serem colocados no caminho de ingressar na aliança e que isso também antagonizaria Moscou desnecessariamente. Embora a OTAN não tenha descartado a eventual adesão da Ucrânia, a chanceler alemã Angela Merkel permaneceu se opondo a medidas práticas nessa direção, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao contrário de seu antecessor, George W. Bush, não tomou nenhuma medida para promover a adesão de Kiev. Além disso, em outubro de 2013, poucos meses antes da anexação da Crimeia pela Rússia, Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da OTAN, anunciou inequivocamente que a Ucrânia não se juntaria à aliança em 2014. Havia poucos motivos para esperar que isso mudasse tão cedo.

Claro, Putin pode ter acreditado de outra forma. Se fosse esse o caso, entretanto, ele provavelmente teria levantado a questão com os líderes ocidentais. Ele parece não ter feito isso, pelo menos não com Obama, de acordo com Michael McFaul, que atuou como assistente especial do presidente na Rússia de 2009 a 2012 e como embaixador dos EUA em Moscou de 2012 ao início de 2014. Durante esse período, McFaul Estando presente em todas as reuniões, exceto uma, entre Obama e Putin ou Dmitry Medvedev, que serviu como presidente da Rússia de 2008 a 2012 enquanto servia em Washington, McFaul também ouviu todas as conversas telefônicas de Obama com qualquer um dos líderes russos. Em um discurso no ano passado, McFaul disse que não conseguia “se lembrar uma vez que a questão da expansão da OTAN surgiu” durante qualquer uma dessas trocas.

Se o objetivo de Putin era evitar o cerco militar da Rússia, sua agressão na Ucrânia foi um tremendo fracasso, pois produziu exatamente o resultado oposto. Em grande parte para deter o que percebe como uma ameaça crescente da Rússia, a OTAN aprofundou sua presença na Europa Oriental desde a intervenção de Moscou, criando uma força de reação rápida de 4.000 soldados que rodarão entre a Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia e estacionando quatro navios de guerra no Mar Negro. Em fevereiro, a Casa Branca revelou planos para mais do que quadruplicar os gastos militares dos EUA na Europa.

Em janeiro passado, perguntei a uma fonte próxima a Oleg Belaventsev, o comandante da operação militar da Rússia na Crimeia, se as autoridades russas estavam preocupadas com a adesão da Ucrânia à OTAN nos meses anteriores à intervenção. “Eles não tinham medo da entrada da Ucrânia na OTAN”, respondeu a fonte. “Mas eles estavam definitivamente preocupados que os ucranianos cancelassem o arrendamento [russo] da base naval em Sebastopol e expulsassem a Frota do Mar Negro.”

Isso parece plausível, uma vez que a Frota do Mar Negro é crucial para a capacidade da Rússia de projetar força nos mares Negro e Mediterrâneo e já que muitos dos líderes da oposição da Ucrânia criticaram Yanukovych por estender o arrendamento de Moscou da base. No entanto, se proteger a base era a principal preocupação de Putin, como parece provável, o enigma é por que ele escolheu uma estratégia tão arriscada. Com um contingente de cerca de 20.000 soldados bem armados na Crimeia e uma população predominantemente pró-Rússia na península, teria sido difícil para a Ucrânia expulsar a Rússia de Sebastopol e, no passado, Moscou sempre encontrou maneiras de proteger seus interesses na região sem usar força. Anexar o território - à custa do isolamento internacional, de sanções econômicas, do revigoramento da OTAN e da alienação da maior parte da população ucraniana - parece uma reação extrema a uma ameaça administrável. Antes da operação na Crimeia, as decisões de Putin podiam geralmente ser racionalizadas em termos de custos e benefícios, mas desde então, seu cálculo de política externa foi mais difícil de decifrar.

DELUSÕES IMPERIAIS?

Para aqueles que vêem Putin como um imperialista, os movimentos da Rússia na Crimeia são fáceis de explicar. Afinal, Putin caracterizou notoriamente o colapso da União Soviética como "a maior catástrofe geopolítica do século", afirmou que "a Ucrânia nem é um Estado" e tem um histórico de intromissão em países da periferia da Rússia. Em 2008, o mesmo ano em que os tanques russos invadiram a Geórgia para proteger os enclaves separatistas da Abkházia e da Ossétia do Sul, as autoridades russas teriam distribuído passaportes russos para residentes da Crimeia, criando um aparente pretexto para uma invasão em sua defesa.

Outros sinais mais específicos também parecem mostrar que Moscou se preparava para tomar a Crimeia seis meses antes da queda de Yanukovych. Vladislav Surkov, um conselheiro sênior de Putin, visitou repetidamente Kiev e Simferopol, a capital da Crimeia, no outono e no inverno de 2013–14, em parte para promover a construção de uma ponte através do Estreito de Kerch para conectar o sul da Rússia e a Crimeia - um elemento essencial ligação de transporte em caso de anexação. Na mesma época, equipes da polícia russa e oficiais do serviço secreto foram vistas em Kiev.

Enquanto isso, Vladimir Konstantinov, presidente do parlamento da Crimeia, fazia viagens frequentes a Moscou. Em uma dessas visitas, em dezembro de 2013, de acordo com o jornalista russo Mikhail Zygar, ele se encontrou com Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia e principal autoridade de segurança do Kremlin. De acordo com o relatório de Zygar, Patrushev ficou "agradavelmente surpreso" ao saber de Konstantinov que a Crimeia estaria pronta para "ir para a Rússia" se Yanukovych fosse derrubado. Pouco antes da intervenção da Rússia, Konstantinov estava de volta a Moscou, reunindo-se com altos funcionários.

Outras evidências também sugerem uma conspiração russa de longa data para adquirir a península. Em fevereiro de 2014, segundo o jornal Novaya Gazeta, um memorando circulou no ramo executivo da Rússia propondo a anexação da Crimeia e de outras partes do leste da Ucrânia se Yanukovych caísse. Com a saída de Yanukovych, sugeria o memorando, a Ucrânia se dividiria em partes ocidentais e orientais, e a UE engoliria o ocidente. Moscou precisaria promover rapidamente referendos sobre a questão da anexação da Rússia nas regiões pró-Rússia no leste do país.

No entanto, em um exame mais atento, a teoria de que Putin há muito pretendia tomar a Crimeia não se sustenta. Considere as viagens frequentes de Surkov à península. O que o assessor de Putin discutiu com os líderes locais nessas visitas permanece desconhecido. Se Surkov estava se preparando para a anexação da região, no entanto, o próximo movimento de Putin parece bizarro. Em vez de enviar Surkov a Simferopol para supervisionar a intervenção da Rússia, Putin retirou-o do caso no final de fevereiro. Surkov aparentemente passou a maior parte do mês de março em Moscou, com tempo livre suficiente para comparecer à inauguração de uma galeria e até mesmo tirar férias na Suécia com sua esposa. Zygar sugeriu que a verdadeira missão de Surkov na Ucrânia não era preparar a anexação da Crimeia, mas manter Yanukovych no poder - uma tarefa na qual ele falhou, para desgosto de Putin. Quanto às equipes da polícia e dos serviços secretos vistos em Kiev, seu papel provavelmente seria aconselhar a equipe de Yanukovych sobre como esmagar os protestos contra o governo na capital se estivessem planejando uma operação na Crimeia, eles teriam sido enviados para lá.

Na verdade, muitos detalhes que a princípio parecem indicar uma preparação cuidadosa da Rússia na verdade apontam para a ausência de qualquer plano antigo. Por exemplo, se Moscou realmente estivesse planejando anexar a Crimeia, não teria apenas discutido uma ponte sobre o estreito de Kerch com as autoridades ucranianas, mas teria construído uma. Em vez disso, as negociações se arrastaram por mais de dez anos e, entre 2010, quando Yanukovych e Medvedev concordaram em construir a ponte, e 2014, a Rússia nem mesmo conseguiu concluir um estudo de viabilidade para o projeto.

Que um documento tão especulativo quanto o memorando pró-anexação revelado por Novaya Gazeta estava circulando menos de um mês antes da operação, entretanto, sugere que Putin não havia adotado um plano concreto até fevereiro de 2014. E por que Patrushev, um alto funcionário e supostamente um dos mais fortes apoiadores da intervenção na Ucrânia, ficou “surpreso” ao ouvir que a elite da Crimeia aprovaria a anexação? Se o Kremlin estivesse pensando em uma ocupação, Patrushev teria visto relatórios de inteligência nesse sentido na época de seu encontro com Konstantinov em dezembro de 2013.

Na verdade, até pouco antes de acontecer, parece que Putin não esperava que Yanukovych caísse do poder. Se tivesse, provavelmente teria encontrado algum pretexto para adiar o desembolso de um empréstimo de US $ 3 bilhões que a Rússia havia prometido ao governo Yanukovych em dezembro de 2013. Ele não o fez, é claro, e o novo governo da Ucrânia deixou de pagar o empréstimo em dezembro de 2015 .Como me disse o consultor político e ex-funcionário do Kremlin Aleksei Chesnakov: “Não é o estilo de Putin fazer esses presentes”.

VOANDO

A evidência mais clara contra um plano consistente de expansão territorial é a forma caótica como a intervenção na Crimeia se desenrolou. Embora o componente militar da operação transcorresse bem, seus aspectos políticos às vezes revelavam uma falta de preparação quase ridícula.

Putin disse que primeiro instruiu assessores a “começar a trabalhar para devolver a Crimeia à Rússia” na manhã de 23 de fevereiro, depois que Yanukovych fugiu de Kiev. Na verdade, de acordo com uma fonte próxima a Belaventsev, o comandante da operação da Crimeia, Moscou colocou as forças especiais russas na cidade portuária de Novorossiysk e na base da Frota do Mar Negro em Sebastopol em alerta em 18 de fevereiro, quando a violência explodiu entre polícia e manifestantes antigovernamentais em Kiev. Dois dias depois, em 20 de fevereiro, as tropas russas receberam uma ordem de Putin para bloquear as instalações militares ucranianas na Crimeia e impedir o derramamento de sangue entre grupos pró-Rússia e pró-Kiev que protestavam na península. Mas eles só começaram a fazer isso em 23 de fevereiro, dois dias depois que Yanukovych deixou Kiev. Em outras palavras, os primeiros passos da operação parecem ter sido provisórios: Putin poderia ter cancelado a missão se o acordo que Yanukovych assinou com líderes da oposição e chanceleres da UE em 21 de fevereiro para realizar eleições antecipadas tivesse sido cumprido.

Belaventsev chegou à Crimeia em 22 de fevereiro, de acordo com a fonte. Um assessor de longa data do ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, Belaventsev não estava familiarizado com o cenário político da Crimeia e, após consultar os moradores locais, convenceu o atual primeiro-ministro, um impopular nomeado por Yanukovych, a renunciar. Para substituí-lo, Belaventsev escolheu um comunista idoso, Leonid Grach, conhecido em Moscou desde a era soviética.

O que Belaventsev não sabia era que Grach havia alienado a maioria dos corretores de poder da Crimeia ao longo dos anos - um descuido que Konstantinov, o líder do parlamento da Crimeia, deixou claro para Belaventsev depois de já ter oferecido o cargo a Grach. Para seu constrangimento, Belaventsev teve de ligar para Grach para rescindir a oferta do cargo de primeiro-ministro apenas um dia depois de tê-la feito. Para chefiar o governo regional, Belaventsev então recorreu a Sergei Aksyonov, um empresário pró-russo local e ex-boxeador conhecido pelos habitantes locais pelo apelido do submundo de “Goblin”.

Ainda mais surpreendente, nos dias que se seguiram, o Kremlin parecia não saber o que queria fazer com a Crimeia. Em 27 de fevereiro, o parlamento da região votou pela realização de um referendo em 25 de maio para perguntar aos residentes se eles concordavam que a Crimeia era “um estado autossuficiente e. . . faz parte da Ucrânia com base em tratados e acordos ”- em outras palavras, se eles achavam que a região deveria ter maior autonomia, mas permanecer na Ucrânia. Uma semana após o início da operação, Putin ainda não havia se decidido pela anexação.

Em 1º de março, o parlamento da Crimeia remarcou o referendo de 25 de maio para 30 de março. Então, em 6 de março, os deputados anteciparam a data em mais duas semanas e, desta vez, reescreveram a questão do referendo para perguntar se os residentes apoiavam a unificação da Crimeia com Rússia, em vez de apoiar a autonomia dentro da Ucrânia.

Por que Putin elevou as apostas do referendo da autonomia para a anexação? Um dos motivos foi a pressão de líderes pró-russos da Criméia, incluindo Konstantinov, que temia acabar em um Estado semiconhecido como a Abkházia ou a Ossétia do Sul, evitado pela Ucrânia e pelo Ocidente e pequeno demais para prosperar economicamente. Mais importante, depois de desdobrar forças russas por toda a península, Putin se viu encurralado. Simplesmente se retirar, permitindo que as tropas ucranianas retomassem a Crimeia e processassem os apoiadores de Moscou ali, o faria parecer insuportavelmente fraco e, após o retorno do controle ucraniano, Kiev poderia muito bem ter cancelado o arrendamento da base naval de Sebastopol pela Rússia. A única maneira pela qual a Rússia poderia ter saído com segurança da Crimeia teria sido se o Ocidente tivesse reconhecido um eventual voto pela autonomia da Crimeia como legítimo e persuadido o governo ucraniano a respeitá-lo. Os líderes ocidentais, indignados com a invasão da Rússia, deixaram claro que não fariam nada do tipo.

Para Moscou, apoiar a mera autonomia da península sem o apoio do Ocidente teria sido perigoso, já que a Rússia teria que defender o governo pró-russo da Crimeia contra qualquer tentativa de Kiev de usar as 22.000 tropas ucranianas estacionadas lá para restaurar a ordem. Se, por outro lado, a Rússia tivesse escolhido expulsar as forças ucranianas e defender a região contra uma contra-ofensiva, isso teria despertado quase tanta hostilidade no Ocidente quanto se assumisse o controle do território de imediato. Em 4 de março, incapaz de encontrar uma estratégia de saída viável, o Kremlin decidiu pela anexação.

ON S’ENGAGE, ET PUIS. . .

Toda essa improvisação torna difícil ver a intervenção da Rússia na Crimeia como parte de um projeto expansionista sistemático. Qualquer imperialista meio competente saberia quem nomear como sátrapa local após a invasão e já teria escolhido se ofereceria aos residentes um referendo sobre autonomia ou anexação. E um revanchista resoluto teria feito questão de construir uma ponte para o território alvo, em vez de desperdiçar dez anos em discussões infrutíferas.

Isso não quer dizer que não haja facções no Kremlin com apetites imperiais. O próprio Putin pode compartilhar esses impulsos. É igualmente verdade que os líderes da Rússia detestam o alargamento da OTAN e o exploram como um ponto de convergência retórico. No entanto, tais apetites e preocupações não haviam se transformado em nenhum plano coerente para uma invasão da Crimeia. Até pouco antes do ataque dos comandos de Putin, o Kremlin estava preocupado com os eventos em Kiev.

Se a principal preocupação de Putin era o controle de Moscou sobre Sebastopol, isso sugere vários pontos importantes. Em primeiro lugar, a virada desastrosa nas relações entre a Rússia e o Ocidente nos últimos dois anos poderia ter sido evitada se as autoridades ucranianas, assim como os líderes da oposição e seus apoiadores ocidentais, tivessem consistentemente prometido respeitar o acordo que estendeu o arrendamento da base pela Rússia até o 2040. Certamente, esse acordo foi altamente impopular na Ucrânia. Mas se os ucranianos soubessem que a alternativa seria a perda da Crimeia e uma guerra sangrenta no leste do país, eles poderiam ter se conformado com a indignidade de hospedar forças de uma potência estrangeira.

Em seguida, sugere que Putin se dispôs, nos últimos anos, a assumir grandes riscos estratégicos para conter ameaças aparentemente limitadas e administráveis ​​aos interesses russos. Ao implantar forças especiais na Crimeia sem planejar o futuro político da região, Putin mostrou que não é apenas um improvisador, mas também um jogador. De fato, encorajado pelos altos índices de aprovação doméstica que sua aventura garantiu, Putin continuou a jogar dados, apoiando os separatistas pró-russos em Donetsk e Luhansk, bombardeando rebeldes antigovernamentais na Síria e escalando um confronto com a Turquia sobre a queda de um russo avião de guerra em novembro.

A importância de Sebastopol no caso da intervenção da Rússia na Crimeia demonstra a necessidade de identificar com precisão os principais ativos estratégicos da Rússia, como visto por Putin, se o Ocidente quiser antecipar seus movimentos em crises futuras. Os Estados Bálticos não contêm bases russas que possam convidar a uma intervenção semelhante. Na Síria, o porto de Tartus - o único posto avançado naval da Rússia no Mediterrâneo - é provavelmente muito pequeno e mal equipado para ter muita importância, embora os militares russos possam ter planos para expandi-lo. Uma ameaça maior poderia surgir se a Turquia tentasse fechar o estreito turco, que conecta os mares Negro e Mediterrâneo, aos navios russos. De acordo com a Convenção de Montreux de 1936, a Turquia tem o direito de negar a passagem por esses estreitos a navios militares de países com os quais esteja em guerra ou em perigo iminente de conflito. Se Ancara desse esse passo, seria muito mais difícil para a Rússia fornecer apoio naval a operações militares no Mediterrâneo e no Oriente Médio, como sua recente intervenção na Síria, e isso poderia provocar uma resposta russa furiosa e possivelmente desproporcional. O fato de Putin e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan precisarem parecer fortes internacionalmente por razões políticas internas torna o antagonismo entre eles alarmante, então os líderes ocidentais devem deixar claro para Ancara que não apoiariam o fechamento do estreito se as tensões russo-turcas aumentassem ainda mais.

A tendência recente de Putin para apostas de alto risco pode ser ainda mais difícil para os líderes ocidentais lidar com uma política de expansionismo consistente. Um imperialista racional pode ser contido, mas a resposta apropriada a um jogador que toma decisões precipitadas com base em fatores de curto prazo é menos clara. Tanto na Crimeia quanto na Síria, Putin buscou explorar a surpresa, agindo rapidamente para mudar os fatos antes que o Ocidente pudesse detê-lo. Ao reagir com ousadia às crises, ele cria novas para a Rússia e para o mundo.


Forças russas expandem o controle da Crimeia

SEVASTOPOL, Ucrânia - O governo em apuros em Kiev disse na noite de segunda-feira que as forças russas aumentaram dramaticamente o impasse entre as duas nações ao dar ao exército e marinha da Ucrânia na Crimeia um ultimato contundente: jurar fidelidade à nova liderança pró-Rússia da região ou ser forçado por Rússia para apresentar.

Um porta-voz da Frota Russa do Mar Negro, que está atracada no porto de Sebastopol, na Crimeia, negou que uma ameaça tenha sido feita, e o Ministério da Defesa da Rússia classificou a acusação de "um total absurdo". Mas enquanto as tropas e navios de guerra russos cercavam as instalações de segurança ucranianas em toda a península autônoma da Crimeia, ficou claro que as forças ucranianas acreditavam que enfrentariam uma ameaça iminente.

Early Tuesday, in a sign that he might be trying to diffuse tensions, or that he has accomplished what he wants in Crimea, Russian President Vladimir Putin ordered troops conducting military exercises near Ukraine in Western Russia to return to their bases, according to Russian news agencies. The military exercises were scheduled to end today.

The standoff in Crimea continued.

There were several reports that a pro-Russian fighter who had taken control of an air base in Crimea fired a warning shot into the air Tuesday as Ukrainian soldiers returned to demand their jobs back at the Belbek airport.

A Ukrainian Defense Ministry official alleged that Russia’s Black Sea Fleet commander had set a deadline of 5 a.m. Tuesday — 10 p.m. Monday Eastern time — for Ukrainian forces to capitulate, according to the Interfax-Ukrainian news agency. There were no immediate reports of activity after the deadline passed.

The stepped-up Russian troop movements came two days after Russia’s parliament approved the use of force to protect the country’s citizens and military sites in Crimea, a region with deep ties to Russia. The actions on Monday triggered a cascade of condemnation from European and American officials, who vowed that Russia would face consequences if it did not pull back its soldiers.

President Obama said Moscow was “on the wrong side of history” and threatened “a whole series of steps — economic, diplomatic — that will isolate Russia and will have a negative impact on Russia’s economy and its status in the world.”

Here in the deep-water harbor at Sevastopol, a Ukrainian naval command ship was confronted Monday evening by four tugboats flying Russian colors and was boxed in by a Russian minesweeper. Other Russian warships appeared at the mouth of the harbor to block an escape to the sea. A nearby Ukrainian naval station flew a Russian flag.

As the anxious wives of officers on the Ukrainian ship watched from shore, its crew rushed about in what appeared to be an attempt to repel potential boarders. The sailors — who carried side arms and military assault rifles — fixed mattresses to the railings, uncoiled fire hoses and brought firefighting equipment on deck.

On Monday night, the Russian Black Sea Fleet ordered the crew members to lay down their arms and leave the ships, according to the UNIAN news agency, quoting a Ukrainian military source.

Ukrainian officials expressed fears that the tensions could lead to violence overnight, which could give Russia reason to justify military action.

“Provocations with killing of three to four Russian soldiers are planned on the territory of Crimea tonight,” said Ukrainian Deputy Interior Minister Mykola Velichkovych, the ministry’s press service reported. Speaking to the Russians, Velichkovych said: “We call on you to come to your senses. We call on you to stop.”

Ukraine’s acting president, Oleksandr Turchynov, said Monday that he had been in communication with Ukraine’s military commanders in Crimea and that they assured him they would not yield to the Russians, according to the UNN news agency of Ukraine.

Western diplomats pressed Russia to pull back. In an interview with the BBC, British Foreign Secretary William Hague, who was in Kiev, said the Russian intervention in Crimea has produced “a very tense and dangerous situation” that amounts to Europe’s “biggest crisis” in the 21st century.

“The world cannot just allow this to happen,” said Hague, whose American counterpart, Secretary of State John F. Kerry, was due in Kiev on Tuesday.

French Foreign Minister ­Laurent Fabius said the European Union would have an emergency summit Thursday and take action against Russia if it has not sent troops back to their barracks in the Crimea by then.

But the Western threats appeared to have made little impact on Russia by Monday night. Speaking in Geneva, Russian Foreign Minister Sergei Lavrov justified the Russian troop deployment as necessary to protect Russians living in Crimea “until the normalization of the political situation” in Ukraine, where months of protests led to the ouster of pro-Russian President Viktor Yanukovych last month.

Russian forces, already in control of much of Crimea, took possession of a ferry terminal in Kerch, in the eastern part of the peninsula just across a strait from Russian territory, according to reports from the area. The terminal serves as a departure point for many ships headed to Russia and could be used to send more Russian troops into Crimea.

Ukrainian news media reported that a representative of Russia’s Black Sea Fleet also called on members of Ukraine’s Aviation Brigade at an air base in Belbek to denounce the Ukrainian government’s authority and swear allegiance to the new Crimean government. By nightfall, the Ukrainian aviators were still on their base.

In the capital, Ukraine’s interim prime minister, Arseniy Yatsenyuk, urged the West to provide political and economic support as the Kiev stock market dropped a record 12 percent and the Ukrainian hryvnia fell to new lows against the dollar and euro. The crisis also caused the Moscow market to fall 10 percent and the Russian ruble to dive.

Yatsenyuk stressed that Crimea remained part of Ukraine, but he conceded that there were “for today, no military options on the table.”

Obama administration officials said Russia now has 6,000 troops in Crimea. Ukraine’s ambassador to the United Nations said Monday that 16,000 additional Russian troops had been deployed to Crimea in the past six days. Military experts estimate that the size of the Ukrainian military in Crimea is about 30,000, but many of those are support staff.

Ukraine’s military, at an estimated 130,000 troops, is a considerably larger force than the small and poorly armed Georgian military that the Russians were able to intimidate in 2008, when those two countries went to war over breakaway territory.

But while Ukrainian troops have held firm and refused to open their gates, they are in an increasingly precarious position, “with no way out and no one to rescue them,” a specialist on military affairs in Eurasia said, speaking on the condition of anonymity because he is prohibited by his employer from talking to the news media without permission.

“The Russian troops surrounding them are clearly well-trained special forces, well-disciplined enough that they managed to box up the Ukrainian forces without firing a shot,” the specialist said.

But some military experts said that despite appearances, they doubt that Russia is eager for a fight that might carry a steep price. Even in eastern Ukraine, where Russian is the predominant language, an incursion by Moscow could unify the divided country, said Dmitry Gorenburg, a senior research scientist at the Center for Naval Analyses in Alexandria, Va.

“They are certainly more pro-Russian and Russian speaking” in the east, he said, “but that doesn’t mean that they don’t have a Ukrainian national identity, especially when they are attacked. It is hard to imagine a course of action on the part of Russia that could have done more to unify Ukraine than what has been done.”

The Ukrainian military has no obvious fault lines, no ethnic or regional differences, that might make it vulnerable to defection and dissension.

At the same time, individual loyalties are unknown. If Yanukovych were to appoint himself head of a government in exile, he might be able to call in old favors from among officers. Like other institutions in Ukraine, the military has been beset by corruption, which could mean officers might be beholden to people other than their superiors.

In Sevastopol, a Ukrainian admiral who defected to the side of the pro-
Russian Crimean government tried to persuade his fellow officers in a meeting Monday morning to join him. They refused.

As they did in Sunday’s standoff at a Ukrainian army base in Perevalne, armed Russian troops, demonstrating who was in charge, posted guards at the gates of the Ukraine naval station in Sevastopol as Ukrainian marines appeared to be trapped inside the base.

Englund reported from Kiev. Kathy Lally in Moscow and Greg Jaffe in Washington contributed to this report.


Ukraine crisis: Why is Crimea so important to Russia?

With the peninsula seemingly now under complete Russian control, we take a look at why President Vladimir Putin has targeted the region - and what the rest of the world should be doing about it.

Why is Crimea so important to Russia?

Crimea is strategically important as a base for the Russian navy. The Black Sea Fleet has been based on the peninsula since it was founded by Prince Potemkin in 1783. The fleet’s strategic position helped Russia defeat Georgia in the South Ossetia war in 2008, and remains crucial to Russian security interests in the region.

What can Russia hope to gain in Crimea?

Crimea still has a 60 per cent Russian population. Relations have been tense between Russia and Ukraine since the peninsula formally became part of Ukraine after the fall of the Soviet Union in 1991. Last week Russia’s upper house of parliament approved the use of force in Crimea, and the country has since demanded Ukrainian forces in the region surrender.

Is anyone obligated to defend the region?

The Budapest Memorandum on Security Assurance was signed in 1994 by Ukraine, the United States, Britain and Russia, to protect Ukraine’s territory and sovereignty after its soviet nuclear weapons were removed. However, it is a diplomatic document rather than a formal treaty and its legality is complex. It is said to morally oblige signatories to intervene in the event that Ukraine is threatened, but it cannot be enforced.

Will Nato act?

Ukraine is not one of the 28 member countries, however Nato officials warned they would back the “inviolability of [Ukraine’s] frontiers”.

Will the United Nations act?

As a permanent member of the UN Security Council, Russia is likely to block any UN mission to the region. The council met in a closed doors emergency session last Friday, and this week secretary general Ban Ki-moon called on Russia to "refrain from any acts that could further escalate the situation".

What about the world’s only superpower?

President Obama warned Russia that there would be serious “costs” to any Russian military intervention in Ukraine. However, after failing to intervene in Syria and facing gridlock in Congress, it is unlikely that Obama would be willing to sacrifice the political capital to stage an intervention before the mid-term elections this November.


What does Russia want with Ukraine?

The two countries have been intertwined for more than 1,000 years, not all of it peaceful by any means.

Russia sees the Ukraine as highly strategic – due to Ukraine’s coast it gives Russian ships access to the Black Sea and a warm water port along its Western borders.

It is also important for Russia as it tries to hang on to its “sphere of influence” with countries on its Western borders after the collapse of the Soviet Union and many of its former satellite countries allying themselves with the West in general and the European Union specifically.

Ukraine is also strategic for transit routes for its natural gas pipelines to the west. Losing control of the country would mean losing control of much needed revenue.

Ukraine, particularly the eastern parts, are home to an estimated 7.5million ethnic Russians.

The country is also prized for its fertile plains and rich, dark soil with Ukraine often referred to as “the breadbasket of Europe”.


Where Ukrainians Are Preparing for All-Out War With Russia

A dried-up canal running from Ukraine into Russian-occupied Crimea is emerging as one of Europe’s main flash points.

KALANCHAK, Ukraine — A makeshift dam of sand and clay, covered with patches of grass, blocks one of Europe’s great canals. Beyond it, swans drift in the trickle of water that remains. A duck slides into a wall of reeds below the bare, concrete banks.

This quiet spot just north of Crimea may not look like much. But some Ukrainians fear it could be the thing that ignites an all-out war with Russia.

“Putin could send his troops in here at any moment,” said Olha Lomonosova, 38, explaining why she had packed a getaway suitcase this year at her home upstream. “He needs water.”

President Vladimir V. Putin of Russia ordered some of the troops he had massed on Ukraine’s border this spring to pull back last month, but as many as 80,000 remain within striking distance, and many Ukrainians believe that the threat of a new invasion remains. A prime reason is the 250-mile-long Northern Crimean Canal linking Crimea with Ukraine’s Dnieper River: the main source of water for Crimea until Mr. Putin annexed it in 2014 and Ukraine, in a secret operation, hastily built the dam to block the canal’s flow.

Now, the fertile plain through which the canal runs in southern Ukraine’s Kherson Region has emerged as one of Europe’s main geopolitical flash points. The tensions over the canal spiked in recent months after a drought worsened Crimea’s water crisis, the risk of escalation rising along with the temperature of Mr. Putin’s showdown with the West.

High-powered television transmitters have gone up just over the border in Crimea, beaming the Kremlin’s narrative into Ukrainian-controlled territory. At the canal’s source, huge Soviet-era letters announce “Northern Crimean Canal” in Russian, but they are now painted blue and yellow, the colors of the Ukrainian flag.

The canal is a concrete symbol of the ties that once bound Russia and Ukraine — and of Ukraine’s fundamental challenge of extricating itself from its Soviet past. Water continues to flow through the canal for 57 miles inside Ukraine before the dam cuts off the flow to Crimea, irrigating a land of melon fields and peach orchards where Russian is widely spoken even as a Ukrainian identity is being formed.

A shared Soviet past with Russia still evokes nostalgia among some older Ukrainians, and the Kremlin’s propaganda effort has not let up in the hope that pro-Russian attitudes will one day undo Kyiv’s pivot toward the West. But that nostalgia — along with lingering skepticism of the West’s motives and of the government in Kyiv — is not enough to allay the fears of many over a new war with Russia.

“There’s normal people over there,” Serhiy Pashchenko, 62, trimming pink-flowering peach trees, said of Russia, recalling that he was working on a construction project in Moscow when the conflict broke out in 2014. “But there’s a government over there that does not recognize us as a people.”

In Crimea, after a major drought last year, the water shortage has become so dire that Russian officials have started to evoke the specter of mass death — though warnings of humanitarian catastrophe are contradicted by Russian officials’ assurances that even tourists to Crimea will not go thirsty.

Blocking the canal, a senior official in the de facto Russian government controlling Crimea said in February, represented “an attempt to destroy us as a people, an attempt at mass murder and genocide.” Moscow has pledged to spend $670 million to address the water shortage, but this year reservoirs have been running dry and water is being rationed.

Ukrainian officials are unmoved. Under the Geneva Convention, they say, it is Russia’s responsibility as an occupying power to provide water, and they add that sufficient underground aquifers exist to provide for the population. The Kremlin says that Crimea willfully joined Russia in 2014, aided by Russian troops, after the pro-Western revolution in Kyiv nearly every government in the world still considers Crimea to be part of Ukraine.

“No water for Crimea until de-occupation,” said Anton Korynevych, the representative for Crimea of President Volodymyr Zelensky of Ukraine, spelling out government policy. “Period.”

Mr. Zelensky checked Ukrainian troops’ readiness in a visit to the trenches at the Crimean border last month. Even though Russian troops are withdrawing, he warned, Ukraine must be prepared for them to return at “any moment.” In Washington, senior American officials believe that an incursion to secure the water supply remains a real threat, though the costs and difficulty of such a move appear to have been sufficient to dissuade Russia for now.

About 10,000 young people from across the Soviet Union helped build the canal, a marvel of engineering that drops about an inch in elevation every mile for the first 129 miles so that gravity keeps the water flowing. Sappers and archaeologists led the way, said the canal’s resident historian, Volodymyr Sklyarov they cleared World War II ordnance and the occasional trove of ancient Scythian treasure.

The canal even has its own anthem, still framed on the wall of the canal’s headquarters. “We built the canal in peace, along with the whole great and powerful country,” the words go. “Keep it, as dear as your breath, for your children and grandchildren!”

But when Russia seized Crimea in 2014, a senior aide in the Ukrainian president’s office, Andriy Senchenko, organized the damming of the canal as a way to strike back. Before the canal’s annual springtime opening, he directed workers to pile up a pyramid of bags of sand and clay near the border with Crimea. And he had them put up a sign saying they were installing a flow-measurement mechanism, to put Russian intelligence on the wrong track.

He is convinced that blocking the canal was the right decision because it imposed costs on Moscow, much as military resistance would have.

“In order to cause as much damage to the Russian Federation as was caused by seven years of blocking the canal, tens of thousands would need to have died at the front,” Mr. Senchenko said.

The temporary dam is still what holds back the water about 10 miles upstream from the Crimean border. Ukraine is building a more permanent dam right at the border with hatches that could allow the water flow to be restored if the government decided to do so, said the canal’s head, Serhiy Shevchenko. But those hatches are not yet operational, making it physically impossible for now to resume water delivery to Crimea, Mr. Shevchenko said.

The canal is a divisive issue on the ground, where some residents are influenced by what they see on Russian television.

Natalia Lada, a 58-year-old cafeteria director in the Black Sea beachside town of Khorly near Crimea, says she watches Russian television, even though it is “only propaganda against us,” because she finds it most convenient to receive. She says she has learned that Russia seems “ready for war, ready to conquer us,” perhaps just to win control of the nearby canal.

“If the question becomes, ‘It’s either water or peace,’ then peace is of course better,” Ms. Lada said. “Let’s give them water — why do we need war?”

Ukrainian officials say the reach of Russian television, particularly in the country’s border regions, is a security risk that has gone insufficiently addressed in seven years of war.

They say Russia has been erecting ever more powerful television transmitters in Crimea and separatist-controlled eastern Ukraine that direct signals into government-controlled Ukraine. Kyiv has been trying to counter that by erecting its own new transmitters, but the Russian signals are more powerful, officials acknowledge — a losing game of Whac-a-Mole on the airwaves.

“Filling all these holes is very hard, because their resources are greater,” said Serhiy Movchan, an official overseeing radio and television broadcasting in the regional capital of Kherson.

To hear Russian officials tell it, Ukraine’s leaders since 2014 have forced Russian speakers in the country to “renounce their identity or to face violence or death.” The reality is different in Kherson, where many residents still value some common bonds with Russia, including language — but want no part of a further military intervention by Mr. Putin.

A hill outside the city of Kakhovka, near the canal’s beginning, bears another reminder of historical ties to Russia: a towering Soviet monument of Communist revolutionaries with a horse-drawn machine gun, marking the fierce battles here in the Russian Civil War a century ago. Kyiv in 2019 demanded that the monument be taken down, calling it an “insult to the memory of the millions of victims of the Communist totalitarian regime.” The city refused, and the monument still stands, overlooking rusty, dismantled lampposts.

Tending her mother’s grave at an adjoining cemetery, Ms. Lomonosova, a gardener, and her father, Mikhail Lomonosov, 64, said they did not want the monument torn down.

They spoke Russian, described themselves as “little Russians,” and said they occasionally watched Russian television. But if Russian troops were to invade, Ms. Lomonosova was ready to flee, and Mr. Lomonosov was ready to fight against them.

“We may have a Russian last name, but we are proud to be Ukrainian,” Ms. Lomonosova said. “Everyone has their own territory, though all have a shared past.”


Why Ukraine Is So Important to Putin

Putin's standoff over Ukraine boosted his popularity rating in Russia to 80%.   To maintain this popularity, he will continue to hold onto Ukraine despite the cost. Putin knows that NATO won't protect Ukraine since it is not a member, and that encourages him to continue to attack.

Ukraine, which provided the Soviet agricultural output, had been an important contributor to the former Soviet Union's economy.   It also supplied heavy industrial equipment and raw materials to industrial sites throughout the former USSR.  


Where Is Crimea?

Crimea is a peninsula in eastern Europe, located in the Black Sea. It is connected to Ukraine by a small strip of land in the north. The eastern shore of Crimea has a finger that almost touches Russia, and a goal of Russia is to build a bridge across the strait to connect itself to the land.

Recently, Russia has exerted their sovereignty over Crimea. While some other UN member states recognize Crimea as part of Russia, Ukraine also continues to claim the land as an integral part of the country. Most governments support Ukraine’s claim, as does the non-binding United Nations General Assembly Resolution 68/262.

Crimea on a map.


4 Reasons Putin Is Already Losing in Ukraine

E ven a week ago, the idea of a Russian military intervention in Ukraine seemed farfetched if not totally alarmist. The risks involved were just too enormous for President Vladimir Putin and for the country he has ruled for 14 years. But the arrival of Russian troops in Crimea over the weekend has shown that he is not averse to reckless adventures, even ones that offer little gain. In the coming days and weeks, Putin will have to decide how far he is prepared to take this intervention and how much he is prepared to suffer for it. It is already clear, however, that he cannot emerge as the winner of this conflict, at least not when the damage is weighed against the gains. It will at best be a Pyrrhic victory, and at worst an utter catastrophe. Here’s why:

At home, this intervention looks to be the one of the most unpopular decisions Putin has ever made. The Kremlin’s own pollster released a survey on Monday that showed 73% of Russians reject it. In phrasing its question to 1600 respondents across the country, the state-funded sociologists at WCIOM were clearly trying to get as much support for the intervention as possible: &ldquoShould Russia react to the overthrow of the legally elected authorities in Ukraine?&rdquo they asked. Only 15% said yes &ndash hardly a national consensus.

That seems astounding in light of all the brainwashing Russians have faced on the issue of Ukraine. For weeks, the Kremlin’s effective monopoly on television news has been sounding the alarm over Ukraine. Its revolution, they claimed, is the result of an American alliance with Nazis intended to weaken Russia. And still, nearly three quarters of the population oppose a Russian &ldquoreaction&rdquo of any kind, let alone a Russian military occupation like they are now watching unfold in Crimea. The 2008 invasion of Georgia had much broader support, because Georgia is not Ukraine. Ukraine is a nation of Slavs with deep cultural and historical ties to Russia. Most Russians have at least some family or friends living in Ukraine, and the idea of a fratricidal war between the two largest Slavic nations in the world evokes a kind of horror that no Kremlin whitewash can calm.

Indeed, Monday’s survey suggests that the influence of Putin’s television channels is breaking down. The blatant misinformation and demagoguery on Russian television coverage of Ukraine seems to have pushed Russians to go online for their information. And as for those who still have no Internet connection, they could simply have picked up the phone and called their panicked friends and relatives in Ukraine.

So what about Russia’s nationalists? The war-drum thumping Liberal Democratic party, a right-wing puppet of the Kremlin, has been screaming for Russia to send in the tanks. On Feb. 28, as troops began appearing on the streets of Crimea, the leader of that party, Vladimir Zhirinovsky, was on the scene handing out wads of cash to a cheering crowd of locals in the city of Sevastopol, home of Russia’s Black Sea fleet. &ldquoGive it to the women, the old maids, the pregnant, the lonely, the divorced,” he told the crowd from atop a chair. “Russia is rich. We’ll give everybody everything.” But in Monday’s survey, 82% of his party’s loyalists rejected any such generosity. Even the adherents of the Communist Party, who tend to feel entitled to all of Russia’s former Soviet domains, said with a broad majority &ndash 62% &ndash that Russia should not jump into Ukraine’s internal crisis.

That does not necessarily mean Putin will face an uprising at home. So far, the anti-war protests in Moscow have looked almost pathetically temperate. But sociologists have been saying for years that Putin’s core electorate is dwindling. What underpins his popularity &ndash roughly 60% approved of his rule before this crisis started &ndash is a total lack of viable alternatives to Putin’s rule. But this decision is sure to eat away at the passive mass of his supporters, especially in Russia’s biggest cities.

In Monday’s survey, 30% of respondents from Moscow and St. Petersburg said that Russia could see massive political protests of the kind that overthrew the Ukrainian government last month. Putin’s only means of forestalling that kind of unrest is to crack down hard and early. So on Feb. 28, Russia’s most prominent opposition activist Alexei Navalny was put under house arrest less than six months after he won 30% of the vote in the Moscow mayoral race. Expect more of the same if the opposition to Putin’s intervention starts to find its voice.

The economic impact on Russia is already staggering. When markets opened on Monday morning, investors got their first chance to react to the Russian intervention in Ukraine over the weekend, and as a result, the key Russian stock indexes tanked by more than 10%. That amounts to almost $60 billion in stock value wiped out in the course of a day, more than Russia spent preparing for last month’s Winter Olympic Games in Sochi. The state-controlled natural gas monopoly Gazprom, which accounts for roughly a quarter of Russian tax revenues, lost $15 billion in market value in one day &ndash incidentally the same amount of money Russia promised to the teetering regime in Ukraine in December and then revoked in January as the revolution took hold.

The value of the Russian currency meanwhile dropped against the dollar to its lowest point on record, and the Russian central bank spent $10 billion on the foreign exchange markets trying to prop it up. &ldquoThis has to fundamentally change the way investors and ratings agencies view Russia,&rdquo said Timothy Ash, head of emerging market research at Standard Bank. At a time when Russia’s economic growth was already stagnating, &ldquoThis latest military adventure will increase capital flight, weaken Russian asset prices, slow investment and economic activity and growth. Western financial sanctions on Russia will hurt further,&rdquo Ash told the Wall Street Journal.

Even Russia’s closest allies want no part of this. The oil-rich state of Kazakhstan, the most important member of every regional alliance Russia has going in the former Soviet space, put out a damning statement on Monday, marking the first time its leaders have ever turned against Russia on such a major strategic issue: &ldquoKazakhstan expresses deep concern over the developments in Ukraine,&rdquo the Foreign Ministry said. &ldquoKazakhstan calls on all sides to stop the use of force in the resolution of this situation.&rdquo

What likely worries Russia’s neighbors most is the statement the Kremlin made on March 2, after Putin spoke on the phone with U.N. Secretary General Ban Ki-moon. &ldquoVladimir Putin noted that in case of any escalation of violence against the Russian-speaking population of the eastern regions of Ukraine and Crimea, Russia would not be able to stay away and would resort to whatever measures are necessary in compliance with international law.&rdquo This sets a horrifying precedent for all of Russia’s neighbors.

Every single state in the former Soviet Union, from Central Asia to the Baltics, has a large Russian-speaking population, and this statement means that Russia reserves the right to invade when it feels that population is threatened. The natural reaction of any Russian ally in the region would be to seek security guarantees against becoming the next Ukraine. For countries in Eastern Europe and the Caucasus, including Armenia, a stanch Russian ally, that would likely stir desires for a closer alliance with NATO and the European Union. For the countries of Central Asia, Russia’s traditional stomping ground on the geopolitical map of the world, that would mean strengthening ties with nearby China, including military ones.

China, which has long been Russia’s silent partner on all issues of global security from Syria to Iran, has also issued cautious statements regarding Russia’s actions in Ukraine. &ldquoIt is China&rsquos long-standing position not to interfere in others&rsquo internal affairs,&rdquo the Foreign Ministry reportedly said in a statement on Sunday. &ldquoWe respect the independence, sovereignty and territorial integrity of Ukraine.&rdquo

So in the course of one weekend, Putin has spooked all of the countries he wanted to include in his grand Eurasian Union, the bloc of nations he hoped would make Russia a regional power again. The only gung-ho participants in that alliance so far have been Kazakhstan (see above) and Belarus, which is known as Europe’s last dictatorship. Its leader, Alexander Lukashenko, has so far remained silent on the Russian intervention in Ukraine. But last week, Belarus recognized the legitimacy of the new revolutionary government in Kiev, marking a major break from Russia, which has condemned Ukraine’s new leaders as extremists and radicals. The Belarusian ambassador in Kiev even congratulated Ukraine’s new Foreign Minister on taking office and said he looks forward to working with him.

As for the impoverished nation of Armenia, a late-comer to Russia’s fledgling Eurasian alliance, it has also recognized the new government in Kiev while stopping short of any official condemnation of Putin’s intervention in Ukraine so far. But on Saturday, prominent politicians led an anti-Putin demonstration in the Armenia capital. &ldquoWe are not against Russia,&rdquo said the country’s former Minister of National Security David Shakhnazaryan. &ldquoWe are against the imperial policies of Putin and the Kremlin.&rdquo

Russia’s isolation from the West will deepen dramatically. In June, Putin was planning to welcome the leaders of the G8, a club of western powers (plus Japan), in the Russian resort city of Sochi. But on Sunday, all of them announced they had halted their preparations for attending the summit in protest at Russia’s intervention in Ukraine. So much for Putin’s hard-fought seat at the table with the leaders of the western world.

In recent years, one of Russia’s greatest points of contention with the West has been over NATO’s plans to build of a missile shield in Europe. Russia has seen this as a major threat to its security, as the shield could wipe out Russia’s ability to launch nuclear missiles at the West. The long-standing nuclear deterrent that has protected Russia from Western attacks for generations &ndash the Cold War doctrine of mutually assured destruction, or MAD &ndash could thus be negated, Russia’s generals have warned. But after Russia decided to unilaterally invade its neighbor to the west this weekend, any remaining resistance to the missile shield project would be pushed aside by the renewed security concerns of various NATO members, primarily those in Eastern Europe and the Baltics. Whatever hopes Russia had of forestalling the construction of the missile shield through diplomacy are now most likely lost.

No less worrying for Putin would be the economic sanctions the West is preparing in answer to Russia’s intervention in Ukraine. Depending on their intensity, those could cut off the ability of Russian companies and businessmen in getting western loans and trading with most of the world’s largest economies. Putin’s allies could also find it a lot more difficult to send their children to study in the West or to keep their assets in Western banks, as they now almost universally do. All of that raises the risk for Putin of a split in his inner circle and, potentially, even of a palace coup. There is hardly anything more important to Russia’s political elite than the security of their foreign assets, certainly not their loyalty to a leader who seems willing to put all of that at risk.

And what about the upside for Putin? There doesn’t seem to be much of it, at least not compared to the damage he stands to inflict on Russia and himself. But he does look set to accomplish a few things. For one, he demonstrates to the world that his red lines, unlike those of the White House, cannot be crossed.

If Ukraine’s revolutionary government moves ahead with their planned integration into the E.U. and possibly NATO, the military alliance that Russia sees as its main strategic threat would move right up to Russia’s western borders and, in Crimea, it would surround the Russian Black Sea fleet. That is a major red line for Putin and his generals.

By sending troops into Crimea and, potentially, into eastern Ukraine, Russia could secure a buffer around Russia’s strategic naval fleet and at its western border. For the military brass in Moscow, those are vital priorities, and their achievement is worth a great deal of sacrifice. Over the weekend, Putin’s actions showed that he is listening carefully to his generals. At the same time, he seems to be ignoring the outrage coming from pretty much everyone else.


Assista o vídeo: ORIGEM DA CRIMÉIA (Pode 2022).